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11/01/2008 - A questão ambiental das lâmpadas fluorescentes

Mercúrio, metal pesado

Em relação à saúde humana, tanto a aspiração do mercúrio na forma de gás, quanto sua ingestão podem ocasionar danos irreversíveis. Ele afeta o sistema nervoso, podendo causar paralisia, perda de memória, dores de cabeça e distúrbios emocionais, além do sistema cardiovascular, inclusive levando à morte. O envenenamento provocado pela acumulação de mercúrio chama-se Mal de Minamata.

A degradação ambiental do mercúrio é muito lenta e persiste por décadas. Assim sendo, quando exposto ao ambiente, deposita-se no fundo de rios, lagoas e represas, contaminando a água e também o solo. É possível desenvolver-se o Mal de Minamata, por exemplo, pela ingestão de peixes contaminados.

O fato de o metal ser finito na Terra também desperta a preocupação com a necessidade de ele ser reutilizado, já que, além de estar presente nesse tipo de lâmpada ele serve como catalisador em processos químicos de separação de minérios.

Reciclagem: como funciona?

No Brasil, 100 milhões de lâmpadas são descartadas anualmente. A Tramppo, empresa que trabalha nesse setor desde 2004, recicla 20 mil unidades por mês, e conta com a melhor tecnologia para o serviço, de acordo com a engenheira eletrônica Elaine Menegon.

Segundo ela, o processo acontece da seguinte maneira: “separa-se as extremidades das lâmpadas, limpa-se o vidro que depois é triturado, separa-se o mercúrio do pó fosfórico”. Sua principal vantagem é que nesse processo não há necessidade de aterros. “Todos estes componentes serão reutilizados”, completa a engenheira.

Depois de separados e devidamente tratados, todos os elementos voltarão a ser utilizados como matéria-prima, “até mesmo pelos fabricantes de lâmpadas”, afirma Elaine.

Brasil x Mundo

O país que mais recicla lâmpadas fluorescentes é a Holanda. Das 24 milhões de unidades descartadas, 83,3% delas sofrem reciclagem. É um exemplo a ser seguido pelo resto do mundo.

A Suécia, que recicla a metade das lâmpadas que descarta, foi o exemplo que a Tramppo optou seguir. ”Desenvolvemos um equipamento que é muito parecido com o processo de uma empresa Sueca, a MRT System”, explica Elaine. A principal diferença é o custo: o equipamento nacional é oito vezes mais barato.

A Alemanha e a Bélgica também reciclam 50% de sua produção, seguidas da Noruega, com o percentual de 33%, Estados Unidos, com 25 %, Espanha, 14,3%, Itália, 11%, França e Reino Unido, 10%, e, por fim, o Brasil, com apenas 6% de suas lâmpadas recicladas.

Como colaborar

No Brasil ainda falta uma estrutura adequada para reciclar essas lâmpadas, especialmente para usuários domésticos e micro e médio empresários. Por isso informe-se junto a prefeitura de sua cidade se há algum programa especial para destinação das lâmpadas.

Dicas:

· Ao comprar verifique se o produto tem selo PROCEL, que são àquelas testadas e aprovadas pelo IMETRO e com durabilidade muito superior;

· Lâmpadas brancas são adequadas para escritórios, cozinha, lavanderia, etc;

· Lâmpadas amareladas são mais aconchegantes e para maior conforto ambiental ideais para quartos, salas de estar e de jantar, etc;

· Nunca quebre a lâmpada;

· Não segure a lâmpada pelo vidro;

· Em caso de quebra acidental, recolha os cacos usando uma luva e com cuidado.

· Envolva os pedaços em papelão, jornal ou plástico bolha e não misture com lixo doméstico para não ferir e colocar em risco outras pessoas;

· Lembre-se, o gás que sai e o material interno contém produto tóxico que não é eliminado pelo organismo humano (mercúrio).

Por: Flavia Hesse

Fonte: http://www.wmulher.com.br

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