Rio de JaneiroDe acordo com Sergio Antonio da Silva, engenheiro responsável pelo programa de coleta seletiva, a implantação do programa porta a porta estava dependendo da aquisição de mais um caminhão, o que ocorreu recentemente. Além das residências, empresas que funcionam nos bairros que serão atendidos também poderão participar. “Antes de iniciar o programa vamos realizar um trabalho de educação ambiental nos bairros para explicar como deve ser separado o lixo. Muita gente deixa de reciclar por pensar que é preciso ter em casa um recipiente para cada material reciclável (papel, plástico, metal e vidro). Como é feita a separação na Coopcat, o morador só precisará separar o lixo orgânico do reciclável”, explica o engenheiro.
O programa será realizado em parceria com a Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) e a Abipla (Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins). Além da coleta porta a porta, Sergio informou que a intenção é instalar Pontos de Entrega Voluntária (PEV) nos bairros que não serão atendidos inicialmente. Com a implantação do programa, a expectativa é duplicar o volume de lixo recolhido por mês. “Em 2009 a média mensal foi de 53 toneladas. Nossa meta é chegar a 100 toneladas por mês até o final de 2010 e a 200 toneladas até dezembro de 2011″, informou. Aparentemente, trata-se de um grande volume, mas é apenas um sexto do que se estima que Barra Mansa produz de lixo reciclável, da ordem de 1,2 mil toneladas por mês.
Produção aumentou 30% no ano passado
No ano passado a Coopcat já registrou um aumento considerável na produção. Em relação a 2008 houve um aumento de 30%. De acordo com Sergio, a parceria com empresas, edifícios, instituições, órgãos públicos e colégios foi a principal responsável pelo crescimento. Do material coletado no ano passado 68% foram doados por eles. Do restante, 30% foram coletados pelos catadores cooperados e 2% por não cooperados. “Em 2009 tivemos um aumento de 50% na participação de empresas, instituições, órgãos públicos e colégios e edifícios. Quando começamos o programa tínhamos pouco recurso e procuramos algumas empresas para firmar parcerias, pois precisávamos de grandes geradores. A cada ano mais empresas aderiram”, informou o engenheiro.
Hoje, o maior gerador de lixo é um supermercado, onde a coleta é feita há seis meses. Devido a grande demanda (são 15 toneladas por mês), excepcionalmente, o caminhão da Coopcat passa de segunda a sábado no estabelecimento. Nas outras empresas, em média são duas vezes por semana. Uma funcionária da Coopcat fica no estabelecimento separando o material. “Antes doávamos o material para uma empresa, mas não sabíamos a finalidade. Quando conheci o projeto, optei em ajudar, pois oferece trabalho e renda para pessoas carentes”, informou o gerente do supermercado, Jeferson Jesus da Silva.
Além das empresas, a participação de edifícios também cresceu no último ano, passando de três para dez. O que mais recentemente aderiu ao programa foi o Edifício Parthenon, que fica na Rua Abdo Felipe, no Ano Bom. A síndica Ivanize Fernandes de Melo ficou sabendo da iniciativa através de uma amiga do Edifício Acácia Amarela, onde já era feita a coleta seletiva. “Sempre me incomodou não fazermos a reciclagem, pois a quantidade de lixo é grande. Tentamos fazer parceria com uma empresa, mas eles não vinham buscar com frequência. Quando soube que o Saae tinha esse programa entrei em contato e começamos a coleta”, informou Ivanize. Segundo ela, depois que a coleta seletiva foi implantada no prédio o número de latões de lixo diminuiu consideravelmente: “Antes eram de quatro a cinco latões por dia, hoje não passa de dois”.
Nos oito andares do Parthenon, que conta com 34 apartamentos, foram colocados dois latões, um marrom, para o lixo orgânico e outro amarelo, para o reciclado. A coleta é feita diariamente pelo porteiro e colocado em lixeira que ficam na garagem, disponibilizadas pelo Saae. Nas áreas de uso comum do prédio também foram disponibilizadas duas lixeiras com as mesmas características. “No início o lixo reciclável era recolhido uma vez por semana, mas agora passam até três vezes por causa do volume”, informou a síndica.
Quem também estiver interessado em participar do programa pode entrar em contato com a Coopcat, através do telefone 3322-5206 ou com o Saae, no setor de coleta seletiva, no telefone 3322-6195.